quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A DAMA DE BRANCO

Loura, alta e possuindo belos olhos azuis, Violeta Rosaline era uma pessoa do tipo que não passa despercebida na vida.
Falante, simpática e risonha conquistava a atenção com sua forte personalidade.
Num certo momento da vida Violeta passou a vestir-se somente de branco, e foi assim que eu a conheci. Até sua sombrinha era branca, e era uma visão impressionante vê-la assim pelas ruas de São Lourenço.


Sorridente, ao lado do ex-presidente Juscelino Kubitschek, Violeta com sua máquina fotográfica e seu vestido branco.

Violeta, assim como muitos moradores de São Lourenço, trabalhou na "Empresa", como era conhecida a Empresa de Águas São Lourenço.
Na Fonte Magnesiana sua função era entregar os copos de vidro, devidamente numerados, que ficavam guardados em um armário fechado, para maior comodidade dos veranistas que já deixavam seus copos na fonte.

"Aqui está a jovem Violeta, ao lado do pai, da mãe e do irmão."

Tres funcionárias trabalhavam ali: Violeta, encarregada da guarda dos copos, uma moça que pegava a água na fonte, lá em baixo, e a terceira que recebia os copos cheios e entregava aos veranistas, pousando-os sobre uma bancada de mármore branco.

"Violeta amava plantas e flores, e aqui está ela no meio delas, na foto colorida à mão."

Em outra época de sua vida, Violeta trabalhou no Balneário, na recepção, anotando os pedidos de tratamentos e orientando as pessoas. Banhos ou massagens eram identificados por apitos -1 para os banhos, 2 para as massagens - e assim as pessoas eram chamadas.

"No jardim de sua casa não podiam faltar flores, e muitos canteiros eram circundados pela violeta brasileira (Viola).
Outra foto da bela Violeta."


Violeta era irmã de Anita Rosalini de Castro, e com ela aprendeu a arte da fotografia.
Lembro-me muito bem da Violeta, imponente e sempre vestida de branco, fotogrando os veranistas na Praça Brasil.
Enquanto a Anita e o Nestor trabalhavam dentro do Parque das Águas, Violeta atendia na praça.

Violeta já partiu para outros planos, mas sempre ficará em minha lembrança como aquela mulher diferente, doce e forte, sempre vestida de branco.




PS: Agradecimentos a Anita e Luis Carlos pelas fotos e informações.

2 comentários:

  1. Recebi do amigo Filipe o seguinte comentário:

    Amiga, engraçado tinha me esquecido da Violeta trabalhando naqueles lugares mas tudo veio à tona.

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  2. É Filipe, nossa memória é prodigiosa, pois é só ser acionada levemente para fazer funcionar a caixa de lembranças.

    Convivi bastante com a Violeta, inclusive na nossa casa lá no Rio, onde ela ficou uns tempos hospedada, juntamente com sua mãe, dona Margarida, que foi fazer tratamento de saúde.
    Eu tinha 16 anos e ouvia fascinada as histórias da Violeta.

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