sábado, 1 de maio de 2010

PEREGINAÇÃO À NHÁ CHICA

Tradicionalmente, no dia 1º de Maio, é realizada a Peregrinação anual à Igreja de Nhá Chica, na cidade de Baependi.
Os Peregrinos, saindo de São Lourenço, percorrem 33 km através de 4 cidades (São Lourenço, Soledade, Caxambu e Baependi) caminhando por estrada de terra e admirando belíssimas paisagens.
Existe toda uma programação, muito bem organizada, onde pode-se sair da Igreja Matriz de São Lourenço Mártir, no centro da cidade - recebendo antes a bênção do pároco - e caminhar em direção ao Anel Rodoviário.

Às margens do Anel, no Bairro Cafundó (N.S. de Lourdes), encontra-se a Capelinha Nhá Chica, obra interessantíssima do artista plástico Marco Aurélio Dias.

Nhá Chica é ali representada de várias formas artísticas.

Chegamos na Capelinha ainda escuro, às 05h de uma madrugada fria.

A Capelinha é uma obra em constante mutação, despertando a curiosidade e admiração dos visitantes.

Perto do Hotel-Fazenda Vista Alegre a estrada contorna-o e continua mostrando belos recantos rurais.

Vários Peregrinos começaram a caminhada perto de meia-noite, e durante a madrugada e a manhã é um constante movimento de caminhantes.

Paisagem do campo: o gado tranquilo, a fumaça da olaria e a neblina encobrindo as montanhas ao fundo.

Nesse ponto, o muro do sítio totalmente encoberto pela Thumbérgia florida.

Chegando no bairro de Soledade - Mato Dentro - a neblina continuava firme.


Ali é um ponto de parada muito importante, após aproximadamente 10 km de trajeto. Os Peregrinos descansam, repondo suas forças, para a etapa seguinte.
O Marco da Estrada Real, no Mato Dentro.

A Igreja de São José, do Mato Dentro, é o refrigério para para o corpo e a alma do Peregrino.

Um momento de oração, agradecendo e pedindo proteção para os muitos kilometros a serem vencidos.

Ali é o Ponto de Apoio 3.

Carro da EPTV, fazendo a cobertura do evento.

Saudação aos Peregrinos, na entrada da Igreja.

Momento de reabastecer o corpo: café, pastel...

Ao longo do percurso vários sacos para recolher o lixo, deixando assim a estrada limpa.

Por aqui eu parei e voltei.
Mas os Peregrinos continuaram. Sua meta: a Igreja de Nhá Chica, em Baependi. Muita estrada, muita fé, e a certeza de vencer mais um obstáculo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

GRANDE HOTEL - Voltando no tempo...

Sempre que passo em frente ao Grande Hotel Ouro Verde viajo para os anos 50 e lembro dos dias maravilhosos que vivíamos aqui em São Lourenço naqueles saudosos tempos idos...
Conheci o proprietário Salvador Rivera e brinquei com sua filha, menina da minha idade.
Mais tarde o hotel foi adquirido por Heitor Negreiros, que sempre gentil, fazia a visita tradicional, de mesa em mesa para saber se os hóspedes estavam bem servidos.

Minhas lembranças levam-me para 1953, quando chegamos na Rodoviária improvisada, onde era o antigo Cassino, ali no atual Calçadão da Rua Wenceslau Braz, bem na esquina da Comendador Costa. O GRANDE HOTEL não era pintado de verde e nem tampouco tinha o revestimento em pedra e as jardineiras sob as janelas dos quartos. Sempre ficávamos nos quartos da frente, para pegar o calor do sol da tarde que os mantinham aquecidos.

Refeições inclusas e deliciosas, proporcionavam momentos inesquecíveis de prazer. Como esquecer a maravilhosa maionese de batata, as bolinhas de manteiga de sabor nunca mais provado, a sobremesa Pif Paf de banana e creme com suspiro por cima ?

Assim era o Salão de Refeições naqueles tempos. O lindo móvel-bufet, o serviço à la carte com garçons atenciosos como o sr. José espanhol, e a suave música de fundo onde relembro Agostinho dos Santos cantando Flamingo.

Na gostosa varanda os hóspedes conversavam em convívio alegre e harmônico. Lembro de um baile animado que presenciei ali, olhando os adultos dançarem ao som dos sucessos da época.
Em tempos sem televisão, os relacionamentos eram mais próximos, e muitas vezes tínhamos shows com artistas locais em apresentações de mágica e música, como o sr. que tocava acordeon e eu o adorava ouvir cantando "Peguei Um Ita no Norte" e "Meu Limão, Meu Limoeiro".

Visitando recentemente o Grande Hotel, constatei feliz que os tacos ainda estão no piso dos quartos, e os cobertores continuam com suas dobras caprichadas sobre a cama.

Tudo muda, a moda gira, e os hotéis fazem reformas para melhor servir, e vencer a concorrência.
Mas como é bom visitar lugares onde estivemos em outras temporadas e poder encontrar recantos preservados, mantendo a nossa história tão viva...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

BELEZA NUNCA É DEMAIS !

Já perdi a conta do número de fotos que tirei do Parque das Águas, mas a vontade é não parar, pois a cada momento descobrimos um ângulo novo, uma nova visão de beleza.
Apresento algumas encantadoras imagens do grande lago do Parque.

A sempre presente Fonte Vichy, o mais conhecido cartão postal de São Lourenço.

Lago, céu e muito verde. Visão de paz, apesar dos prédios altos.

Muito, muito verde emoldurando o Balneário.

A romântica Ilha dos Amores, no meio do lago.

Os edifícios refletidos no lago azul lindo.

Só do lago podemos ter mil visões diferentes e igualmente belas.
Pedalar, remar, ou simplesmente admirar essa beleza verde-azulada é algo que podemos fazer no lago do Parque de São Lourenço.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DESCOBRINDO RECANTOS...

São Lourenço é uma cidade pequenina mas, ainda assim, vivo sendo surpreendida pela descoberta de recantos interessantes.

Entrando no Bairro Solar dos Lagos, mas virando para a esquerda, existe uma rua que fica paralela à estrada que segue para Carmo de Minas.

Rua tranquila, com poucas casas e sem saída pois termina em um barranco, de lá a vista alcança longe e vê muito verde.
A bonita construção em tijolo é o Hotel Grand Ville.


O morador da última casa é um admirador da Natureza e mantém plantas e flores na calçada em frente à sua casa. Também bancos de madeira lá estão para que se possa ficar admirando a paisagem.

Muitas árvores frutíferas ele também plantou ali, formando um pomar urbano.

A estrada passa em baixo e quem por lá transita nem pode imaginar que logo ali em cima existe um recanto encantador, aprazível e florido, cuidado por pessoas que sabem viver bem.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O BONDINHO E O BODINHO

No Acervo da FUMDEC - Fundação Municipal de Cultura, encontrei essas fotos preciosas, registro do uso dos bondinhos na cidade de São Lourenço.

Parece que na década de 1920 eles eram muito usados pelos turistas que aqui vinham fazer sua "Estação de Águas".

A ousada turista mostra as belas pernas, nos modernos anos 20.

Pelos bigodes e chapéu de palhinha percebemos o estilo do início do século XX.

Já nos anos 50, precisamente em 1951, quando aqui estive pela primeira vez, esses bondinhos já não circulavam pela cidade, e sim as charretes puxadas a cavalo e as charretinhas puxadas por bodinhos que, apesar do odor desagradável de alguns, faziam a alegria das crianças.

Na foto, eu (a maior), minha irmã, meu irmão (o menor) e um amiguinho de férias, passeando de bodinho.

Tempos felizes em São Lourenço...

sexta-feira, 26 de março de 2010

RUAS DE SÃO LOURENÇO

São Lourenço, como todas as cidades, tem vantagens e desvantagens.
Cidade turística, mas também polo da região, está crescendo muito e recebendo todos os problemas que acompanham esse crescimento.
Mostro aqui algumas ruas da cidade. Centrais e de bairros, e observo que temos uma quantidade razoável de árvores, porém bem aquém do que eu gostaria que existissem por aqui.

Cruzamento da principal rua - Pedro II - e o espaço verde do Colégio das Irmãs.

Pequena rua quase central e o verde o Parque lá na frente.

Descida do bonito bairro Monte Verde.

Rua ajardinada do lindo bairro Vale dos Pinheiros. Esse trecho é perto da Pousada Amandari.

Ainda no Vale dos Pinheiros, bairro de classe alta que mantém um delicioso clima rural, a Quaresmeira enfeita o caminho.

Rua no centro da cidade, com muito verde e sem saída.

Av. Pedro II e seu calçamento em paralelepípedos com 2 cores.
Olhem o que o progresso faz: a torre da Igreja Matriz fica em segundo plano ao lado do moderno "espigão" que encobre o horizonte.

Rua Santos Dumont, graciosa e florida ruazinha que no Natal vira atração turística com sua caprichada decoração natalina.

Descendo do bairro Porta do Céu avistamos as colinas já ocupadas, onde o sol poente põe brilho e luz nas casas.


Rua Comendador Costa, ou melhor seria, Av. Beira Parque.

Rua José Simeão Dutra, no Cafundó, onde as calçadas são tão estreitinhas que as pessoas andam pela rua, junto com as bicicletas.

Rua central, talvez a mais arborizada da cidade, e onde os carros ficam ao abrigo, na gostosa sombra.

Av. Getúlio Vargas, a rua dos hotéis, e a florada do Flamboyant mirim.
Não existem hotéis somente nessa rua, mas nela a concentração é maior.

Gostei de fazer essa postagem, pois me proporcionou a observação das ruas e condições da cidade onde moro. Vivo fotografando e armazenando, mas no momento de selecionar as fotos pude reparar em detalhes não observados anteriormente.
E continuo querendo mais árvores para as ruas de São Lourenço !

domingo, 21 de março de 2010

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Em tempos de Quaresma gosto de mostrar as Igrejas Católicas de São Lourenço. Independente do fator religião, admiro essas construções, imponentes ou simples, mas igualmente revestidas de um forte conteúdo histórico.


A Igreja de Nossa Senhora de Fátima fica no bairro conhecido como Federal, pois ele é cortado pela estrada federal que serve de entrada para a cidade. Isto no caso de quem vem do Rio ou São Paulo, subindo a linda Serra da Mantiqueira.

Muito mais nova do que a Ermida e a Matriz, a Igreja é relativamente recente, e sua estrutura é revestida do conhecido "pó de pedra".
Interiormente as paredes são claras, e o azul dos nichos dá ao ambiente um tom suave e delicado.

Quebrando a suavidade azul/branco, esse recanto de oração mostra a força do vermelho no coração e nos detalhes do ambiente.

De formas simples, a Igreja traz muita paz, principalmente nos momentos vazios, como esse em que só a senhora limpava o reluzente chão e eu fotografava a cena.

O Coro e os vitrais: elementos indispensáveis numa Igreja Católica.

Os vitrais, arte muito antiga, fazem parte preponderante na decoração das Igrejas, e aqui está Nossa Senhora de Fátima retratada no vidro trabalhado.

Nos nichos em azul, pequenos altares e neste, Nossa Senhora Aparecida, ladeada por Santa Terezinha e Santa Rita de Cássia.
Apesar de estarmos na época daQuaresma, quando as imagens são recobertas por panos roxo, as minhas fotos foram tiradas em outra época do ano.
Veja aqui, na Matriz de São Lourenço Mártir, os altares devidamete encobertos.