E assim, outro dia, munida de máquina e paciência, fui observar esse processo tão interessante que acontece, religiosamente todos os dias, quando a noite vai se aproximando.
Em torno das 17h, agora em março, elas começam a chegar. E não pude deixar de compará-las a nós, seres humanos, com suas personalidades e hábitos tão diferentes entre si. As mais metódicas e organizadas chegam mais cedo para escolher o melhor lugar.
Algumas vêm em bandos, outras solitárias. Umas exibicionistas, voejam sobre as águas antes de se acomodarem.
Observei também (grudada na tela, do lado de fora do Parque), que normalmente elas vêm de 2 direções : do São Lourenço Velho e do Cafundó. Umas poucas passaram por cima da Prefeitura.
A tarde vai caindo, e a árvore maior ficando lotada, mas, logo ao lado, tem outra menorzinha que também vai sendo ocupada.
Saí do meu posto de observação às 18h15m. A iluminação já não estava muito boa para minha máquina, e elas continuavam chegando. E a árvore ainda não estava totalmente branca, que é como fica, num belíssimo espetáculo de luz e sombra !
Fiquei pensando nas retardatárias, que, certamente aproveitam até o último raio de sol antes de se recolherem para o descanso noturno, mesmo correndo o risco de ficarem mal acomodadas.
Lembrei da cigarra e da formiga, e fiquei imaginando quem estaria mais certa. Quem seria mais feliz...