sábado, 22 de maio de 2010

ALPHABETOS - Sebo Chique em São Lourenço

AlphaBetos Sebo - Empório do Conhecimento, Oficina do Imaginário, é uma loja onde o novo convive com o antigo na mais perfeita comunhão.
Roberto e Roberta juntaram o útil ao agradável, fazendo do trabalho um prazer e reunindo amigos para trocar idéias sobre som e imagem, arte, cultura e diversão.


Inaugurada em Fevereiro de 2010, a AlphaBetos é um ponto de encontro de colecionadores e amantes do Vinil e dos Gibis. Crianças, jovens e adultos esquecem do tempo naquele lugar mágico povoado pelo som e pelas imagens de várias eras.



Gerações se encontram e trocam informações e lembranças.

Preciosidades da loja: Os primeiros discos dos Beatles. Esses não estão à venda !

Contando atualmente com mais de 1200 discos de vinil, a AlphaBetos tem opção para todos os gostos e idades.

Santana Fernandes, apresentador do excelente programa "Porque Hoje É Domingo", da Rádio Estância AM, de São Lourenço, visitou a loja e escolheu alguns discos. Seu programa vai ao ar todos os domingos, das 9h às 13h, e pode também ser ouvido pela net:
http://www.radioestancia.com.br/

O antigo toca-discos funciona o tempo todo, trazendo para o presente os sucessos do passado.


Promoção espetacular: na banca de $3,00 discos e mais discos ! Eu já fiz minha compra e trouxe para casa Amália Rodrigues, Cauby Peixoto, Anos Dourados, Madrigal Renascentista, e até Enrico Caruso !!!

Essa Coleção de MÚSICA POPULAR BRASILEIRA tem um bom número de artistas.
Na foto, o disco do compositor Assis Valente.

Música indiana...

Herb Alpert e sua Tijuana Brass, no disco sucesso dos anos 60 CREME BATIDO. Na capa, uma morena bonita coberta de creme.

Na AlphaBetos também tem lugar para desenho. Na foto, um exemplo da arte do Roberto.


Livros também estão na loja: didáticos, ficção, técnicos, romances, infantis.
Revistas legais, como Superinteressante e Planeta.

Quem lembra da COLEÇÃO SARAIVA ?

Gibis do universo Marvel, histórias para adultos e crianças.

Mais do que uma loja, a AlphaBetos é um programa interessante para moradores e turistas que visitam São Lourenço.
Mergulhar no mundo encantado do faz-de-conta, percorrer o túnel do tempo, acompanhar os super heróis dos quadrinhos...

SEBO
ALPHABETOS
Av. D. Pedro II 150 - Galeria Michel Haidar (junto da Faculdade Victor Hugo)
2º piso - loja 221 - Tel: 8407-7313
São Lourenço - MG

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 ATUALMENTE A LOJA ALPHABETOS NÃO EXISTE, MAS ALGUNS DISCOS E O CONTATO COM O ROBERTO  PODE SER FEITO NO CAMINHO DO ARTESANATO: MERCADO MUNICIPAL, FUNDOS
TEL: (35) 9189-6801

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

...PORQUE BELEZA É FUNDAMENTAL. II

Quando o Ofício é a Arte, o resultado é muita beleza e harmonia. Dois artistas de primeira linha oferecem essa beleza para os apreciadores da arte e do bom gosto.

No centro de São Lourenço, dentro da Galeria João Lage, está a loja do Atelier Arte e Ofício, onde Michel Fares e Bernardo Ilg expõe seu belo trabalho.

Acrílico sobre tela. Obra de Michel Fares.

Cerâmica de Bernardo Ilg.

Seja turista ou morador da cidade, não deixe de conhecer esse belo espaço cultural de São Lourenço.
E aproveite para tomar o delicioso cappucino do Coffee Coffee, o famoso Café da Mara, na Galeria João Lage.

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LAMENTAVELMENTE, O ATELIER ARTE OFÍCIO FECHOU SUAS PORTAS.

maio 2012
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

NHÁ CHICA - Por Paulo Coelho

A BEATA DE BAEPENDI
Em 2010 comemoram-se 200 anos de batismo de Nhá Chica de Baependi e quero recontar uma história:


Muito tempo atrás, durante meu período hippie, minha irmã me convidou para ser padrinho de sua primeira filha. O primeiro ano se passou, e o batizado não acontecia nunca. Achei que minha irmã tinha mudado de idéia, fui perguntar o que havia acontecido, e ela responde:
- Você continua padrinho. Acontece que fiz uma promessa para Nhá Chica e quero batizá-la em Baepedi, porque ela me concedeu uma graça.
Não sabia onde era Baependi e jamais tinha escutado falar de Nhá Chica.

O período hippie passou, finalmente em 1978 a decisão foi tomada, e as duas famílias - dela e de seu ex-marido - foram até lá.
Descobri que Nhá Chica, que não tinha dinheiro nem para seu próprio sustento, passara 30 anos construíndo uma igreja e ajudando os pobres.


Eu vinha de um período muito turbulento e já não acreditava mais em Deus. Tinha abandonado meus sonhos loucos da juventude - entre os quais, ser escritor - e não pretendia voltar a ter ilusões. Estava ali naquela Igreja apenas para cumprir um dever social.
Enquanto esperava a hora do batizado, comecei a passear pelos arredores e terminei entrando na humilde casa de Nhá Chica, ao lado da Igreja. Dois cômodos e um pequeno altar, com algumas imagens de santos e um vaso com duas rosas vermelhas e uma branca.
Num impulso, diferente de tudo o que eu pensava na época, fiz um pedido:
se, algum dia, eu conseguir ser o escritor que queria ser e já não quero mais, voltarei aqui quando tiver 50 anos e trarei duas rosas vermelhas e uma branca.


Apenas para me lembrar do batizado, comprei um retrato de Nhá Chica.

Na volta para o Rio, o desastre: um ônibus para subitamente na minha frente, eu desvio o carro numa fração de segundo, o meu cunhado também consegue desviar o carro, mas o carro que vem atrás de choca, há uma explosão, vários mortos. Estacionamos na beira da estrada, sem saber o que fazer. Eu procuro no bolso um cigarro e vem o retrato de Nhá Chica. Silencioso em sua mensagem de proteção.

Ali começava minha jornada de volta aos sonhos, à busca espiritual, à literatura. Nunca me esqueci das três rosas. Finalmento, os 50 anos - que naquela época pareciam tão distantes - terminaram chegando.

Fui a Baependi pagar minha promessa. Alguém me viu chegando a Caxambu (onde pernoitei), e um jornalista veio me entrevistar. Quando contei o que estava fazendo ali, ele pediu:
- Fale sobre Nhá Chica. O corpo dela foi exumado esta semana e o processo de beatificação está no Vaticano. As pessoas precisam dar seu testemunho.
- Não. É uma história muito íntima. Só falaria se recebesse um sinal.
E pensei: "O que seria um sinal ? Só mesmo se alguém falasse em nome dela !"


"No dia seguinte, peguei o carro, as flores, e fui a Baependi. Parei um pouco distante daIgreja, lembrando o executivo de gravadora que estivera ali tanto tempo antes e as muitas coisas que tinham me conduzido de volta. Quando ia entrando na casa, uma mulher jovem saiu de uma loja de roupas:
- Vi que seu livro "Maktub" é dedicado a Nhá Chica - disse ela.
Garanto que ela ficou contente.
E não me pediu nada. Mas aquele era o sinal que eu estava esperando. E este é o depoimento público que eu precisava dar."

(As 3 primeiras fotos são de obras do artista plástico Marco Aurélio Dias e estão na Capelinha Nhá Chica, em São Lourenço. A 4ª foto é da Capelinha, e a 5ª da Igreja de Baependi)

sábado, 1 de maio de 2010

PEREGINAÇÃO À NHÁ CHICA

Tradicionalmente, no dia 1º de Maio, é realizada a Peregrinação anual à Igreja de Nhá Chica, na cidade de Baependi.
Os Peregrinos, saindo de São Lourenço, percorrem 33 km através de 4 cidades (São Lourenço, Soledade, Caxambu e Baependi) caminhando por estrada de terra e admirando belíssimas paisagens.
Existe toda uma programação, muito bem organizada, onde pode-se sair da Igreja Matriz de São Lourenço Mártir, no centro da cidade - recebendo antes a bênção do pároco - e caminhar em direção ao Anel Rodoviário.

Às margens do Anel, no Bairro Cafundó (N.S. de Lourdes), encontra-se a Capelinha Nhá Chica, obra interessantíssima do artista plástico Marco Aurélio Dias.

Nhá Chica é ali representada de várias formas artísticas.

Chegamos na Capelinha ainda escuro, às 05h de uma madrugada fria.

A Capelinha é uma obra em constante mutação, despertando a curiosidade e admiração dos visitantes.

Perto do Hotel-Fazenda Vista Alegre a estrada contorna-o e continua mostrando belos recantos rurais.

Vários Peregrinos começaram a caminhada perto de meia-noite, e durante a madrugada e a manhã é um constante movimento de caminhantes.

Paisagem do campo: o gado tranquilo, a fumaça da olaria e a neblina encobrindo as montanhas ao fundo.

Nesse ponto, o muro do sítio totalmente encoberto pela Thumbérgia florida.

Chegando no bairro de Soledade - Mato Dentro - a neblina continuava firme.


Ali é um ponto de parada muito importante, após aproximadamente 10 km de trajeto. Os Peregrinos descansam, repondo suas forças, para a etapa seguinte.
O Marco da Estrada Real, no Mato Dentro.

A Igreja de São José, do Mato Dentro, é o refrigério para para o corpo e a alma do Peregrino.

Um momento de oração, agradecendo e pedindo proteção para os muitos kilometros a serem vencidos.

Ali é o Ponto de Apoio 3.

Carro da EPTV, fazendo a cobertura do evento.

Saudação aos Peregrinos, na entrada da Igreja.

Momento de reabastecer o corpo: café, pastel...

Ao longo do percurso vários sacos para recolher o lixo, deixando assim a estrada limpa.

Por aqui eu parei e voltei.
Mas os Peregrinos continuaram. Sua meta: a Igreja de Nhá Chica, em Baependi. Muita estrada, muita fé, e a certeza de vencer mais um obstáculo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

GRANDE HOTEL - Voltando no tempo...

Sempre que passo em frente ao Grande Hotel Ouro Verde viajo para os anos 50 e lembro dos dias maravilhosos que vivíamos aqui em São Lourenço naqueles saudosos tempos idos...
Conheci o proprietário Salvador Rivera e brinquei com sua filha, menina da minha idade.
Mais tarde o hotel foi adquirido por Heitor Negreiros, que sempre gentil, fazia a visita tradicional, de mesa em mesa para saber se os hóspedes estavam bem servidos.

Minhas lembranças levam-me para 1953, quando chegamos na Rodoviária improvisada, onde era o antigo Cassino, ali no atual Calçadão da Rua Wenceslau Braz, bem na esquina da Comendador Costa. O GRANDE HOTEL não era pintado de verde e nem tampouco tinha o revestimento em pedra e as jardineiras sob as janelas dos quartos. Sempre ficávamos nos quartos da frente, para pegar o calor do sol da tarde que os mantinham aquecidos.

Refeições inclusas e deliciosas, proporcionavam momentos inesquecíveis de prazer. Como esquecer a maravilhosa maionese de batata, as bolinhas de manteiga de sabor nunca mais provado, a sobremesa Pif Paf de banana e creme com suspiro por cima ?

Assim era o Salão de Refeições naqueles tempos. O lindo móvel-bufet, o serviço à la carte com garçons atenciosos como o sr. José espanhol, e a suave música de fundo onde relembro Agostinho dos Santos cantando Flamingo.

Na gostosa varanda os hóspedes conversavam em convívio alegre e harmônico. Lembro de um baile animado que presenciei ali, olhando os adultos dançarem ao som dos sucessos da época.
Em tempos sem televisão, os relacionamentos eram mais próximos, e muitas vezes tínhamos shows com artistas locais em apresentações de mágica e música, como o sr. que tocava acordeon e eu o adorava ouvir cantando "Peguei Um Ita no Norte" e "Meu Limão, Meu Limoeiro".

Visitando recentemente o Grande Hotel, constatei feliz que os tacos ainda estão no piso dos quartos, e os cobertores continuam com suas dobras caprichadas sobre a cama.

Tudo muda, a moda gira, e os hotéis fazem reformas para melhor servir, e vencer a concorrência.
Mas como é bom visitar lugares onde estivemos em outras temporadas e poder encontrar recantos preservados, mantendo a nossa história tão viva...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

BELEZA NUNCA É DEMAIS !

Já perdi a conta do número de fotos que tirei do Parque das Águas, mas a vontade é não parar, pois a cada momento descobrimos um ângulo novo, uma nova visão de beleza.
Apresento algumas encantadoras imagens do grande lago do Parque.

A sempre presente Fonte Vichy, o mais conhecido cartão postal de São Lourenço.

Lago, céu e muito verde. Visão de paz, apesar dos prédios altos.

Muito, muito verde emoldurando o Balneário.

A romântica Ilha dos Amores, no meio do lago.

Os edifícios refletidos no lago azul lindo.

Só do lago podemos ter mil visões diferentes e igualmente belas.
Pedalar, remar, ou simplesmente admirar essa beleza verde-azulada é algo que podemos fazer no lago do Parque de São Lourenço.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DESCOBRINDO RECANTOS...

São Lourenço é uma cidade pequenina mas, ainda assim, vivo sendo surpreendida pela descoberta de recantos interessantes.

Entrando no Bairro Solar dos Lagos, mas virando para a esquerda, existe uma rua que fica paralela à estrada que segue para Carmo de Minas.

Rua tranquila, com poucas casas e sem saída pois termina em um barranco, de lá a vista alcança longe e vê muito verde.
A bonita construção em tijolo é o Hotel Grand Ville.


O morador da última casa é um admirador da Natureza e mantém plantas e flores na calçada em frente à sua casa. Também bancos de madeira lá estão para que se possa ficar admirando a paisagem.

Muitas árvores frutíferas ele também plantou ali, formando um pomar urbano.

A estrada passa em baixo e quem por lá transita nem pode imaginar que logo ali em cima existe um recanto encantador, aprazível e florido, cuidado por pessoas que sabem viver bem.