domingo, 19 de abril de 2009

DIA DO ÍNDIO - 2009

A CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATTLE (1854)

Resposta do cacique Seattle ao Presidente Americano F. Pierce, que tentava comprar as suas terras. Um exemplo sublime de conscîencia Holística e Ecológica. Uma denúncia à ganância do homem branco, cioso de seu intelecto. Um grito contra a injustiça dos que pensam ter o direito sobre a terra, excluindo seus semelhantes e outros seres vivos. Um apelo ao humanismo:


"Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar para seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem, dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão


Rio Verde, em São Lourenço, ainda cercado de muito verde. E que assim permaneça eternamente...

"Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmuro do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros. "


Lindo Arco-Íris observado da minha varanda. Suavemente ele ilumina os campos verdes.


"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao [seu próprio] mau cheiro. (...) "Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se nós a decidirmos aceitar, imporei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

Bando de garças, ao entardecer, voando para o Parque das Águas, onde passam a noite. Lindo espetáculo nas tardes de São Lourenço.


"A TERRA NÃO PERTENCE AO HOMEM, É O HOMEM QUE PERTENCE À TERRA".



quinta-feira, 9 de abril de 2009

IGREJA MATRIZ DE SÃO LOURENÇO MÁRTIR


Em 1932 São Lourenço contava com pouco mais de 1.500 habitantes, e possuia uma Igrejinha no alto da colina, pequena e simples - a Ermida Bom Jesus do Monte. Nesse ano Frei Egídio foi transferido do Rio de Janeiro para S. Lourenço.


Formou-se uma comissão para trabalhar com ele na edificação da nova Casa do Senhor:
Dr. Humberto Sanches, Dr. Joaquim Ferraz Ribeiro da Luz, João Lage, Coronel Manoel Dias Ferraz e José Bacha.

Na foto, a bela igreja de São Lourenço, tendo à frente a imagem de S. Francisco, no pátio do estacionamento.

Essa comissão foi aprovada pelo Bispo D. Inocêncio, a 9 de outubro de 1933.

Na foto, a beleza da cúpula totalmente pintada com imagens sacras.


Frei Egídio tinha pressa em iniciar as obras, e chamou Camilo Rampinelli, construtor competente e seu amigo.

Na foto, detalhe da linda fachada.

Escolhido o local, os Irmãos Dutra doaram todo o serviço de terraplenagem, iniciado a 3 de outubro de 1933 e terminado a lº de dezembro do mesmo ano.

Na foto, arcos e a imponente porta.

De linhas arquitetônicas admiráveis, o projeto da nova matriz foi executado pelo engenheiro Ismael de Souza.

Na foto, pode-se observar a beleza da madeira da porta enorme.

A 17 de março de 1935, Frei Egídio celebrou no local a primeira missa. O altar foi armado em uma barraca.

Na foto, a torre e o céu sempre azul de São Lourenço.


Nesse dia foi lançada a pedra fundamental, tendo como paraninfo de honra o Dr. Getúlio Vargas, Presidente da República que compareceu acompanhado de sua esposa, D. Darcy Vargas.

Na foto, coloridos vitrais atrás do altar.

Bonita por dentro e por fora, a Igreja Matriz de São Lourenço Mártir é um local a ser admirado por sua imponente arquitetura e ricas pinturas internas.

Na foto, as imagens recobertas com pano roxo durante a quaresma.

Texto extraído dos livros:
- São Lourenço - a feliz cidade, de Tereza de Jesus Vallejo Oliveira
- Nossa gente, Nosso Orgulho, de Teresinha Maria Silveira Villela

 http://paroquiasaolourencomartir.com.br/

quarta-feira, 1 de abril de 2009

MERCADO MUNICIPAL

Mercado Municipal é sinônimo de tradição e história e costuma ser um dos lugares mais antigos de uma cidade. O Mercado Municipal de São Lourenço não foge à regra, e estou buscando a data exata de sua criação. Durante a administração do prefeito Dr. Humberto Sanches (1931 - 1941) o Mercado foi ampliado. Mas quando foi construído ?

Nesta foto antiga, outra inauguração de reformas, no governo do prefeito Mário Mascarenhas, em 1957.
Tanque antigo, na área externa.
A beleza e o frescor das frutas, dos legumes e das verduras traz cor para o Mercado.
"Zé das Louças" está no Mercado desde 1951, e é o mais antigo dos "barraqueiros", atualmente.
Além da enorme variedade de louças e panelas, ainda oferece o conserto das mesmas,

Este espaço é o paraíso para quem gosta de "velharias" - e como eu gosto...
Objetos de todos os tipos, tamanhos, usos e idades amontoam-se em 2 lojas abarrotadas de peças incríveis. Imperdível !
Na Adega Tchê (recentemente ampliada), e em outros espaços, encontramos laticínios e afins apetitosos.

O tempo passa, novos supermercados são abertos, mas o Mercado Municipal mantém seu charme, carregado de tradição.
Dizem que quem foi rei nunca perde a majestade, e em tempos de valorização da história, os Mercados Municipais de várias cidades estão sendo revitalizados e apresentados como mais um ponto turístico de grande valor.

O Mercado Municipal de São Lourenço está esperando sua vez chegar...

PS: segundo informação de um antigo barraqueiro, o Mercado Municipal foi construído em 1936.

quinta-feira, 26 de março de 2009

FOTÓGRAFOS DO PARQUE

Ana Rosalini de Castro foi "Mulher Destaque 2006", na Área Profissões, no evento em que a Câmara da Mulher homenageia as mulheres de São Lourenço e região.
Anita, como é carinhosamente conhecida, nasceu em 13 de dezembro de 1922, e foi a 1ª fotógrafa do Sul de Minas, carreira iniciada como aprendiz em 1937, com o fotógrafo francês João Douat e com ele trabalhou por 8 anos no Parque das Águas, onde também havia o laboratório de revelações.
Na foto, Anita no quiosque que existia perto da Fonte Ferruginosa, no Parque das Águas.
Aprendeu a fotografar e a revelar e ensinou a profissão a seu marido Nestor e a sua irmã Violeta, que a auxiliaram na profissão.
Na antiga foto, Adélia, sua irmã mais nova, seu pai, Anita, e a mãe. d. Margarida.
Uma flor no meio das flores... Anita, jovem e bonita, na romântica foto colorida à mão.

Anita e Nestor casaram em 17 de maio de 1945, e tiveram 10 (DEZ) filhos !!!
Sempre trabalhando com fotografia criaram a linda família, que na foto ainda não estava completa.

Nestor e sua moto. Durante muito tempo a moto foi o meio de transporte do casal, de casa para o Parque, todos os dias, num vai-e-vem de fotos e revelações.



Anita trabalhou como fotógrafa no Parque até 1982, quando aposentou-se.
Nos tempos idos, quando nem todos tinham máquina fotográfica, vir à São Lourenço e não ser fotografado pelos Fotógrafos do Parque, era como "ir à Roma e não ver o Papa". Fotos preto-e -branco, fotos coloridas à mão, fotos de monóculo... O tempo passava, a moda mudava, e o casal sempre atualizado, fazia a alegria dos veranistas e deixava sua marca na história de SãoLourenço.

Viveram juntos, trabalharam juntos, criaram 10 filhos e, ainda hoje, continuam juntos, com o mesmo amor e carinho, ao longo de 63 anos de casamento.

Para Anita e Nestor, meus queridos compadres e amigos, ofereço essa postagem, com muito carinho e admiração.

quarta-feira, 18 de março de 2009

HISTÓRIA - São Lourenço através do tempo

"História é a sucessão sucessiva de sucessos sucedidos sucessivamente no seio de sociedade", assim falava o Levi, professor de História do Ginásio Aliomar Pereira - Colégio Santa Cruz, no Rio de Janeiro, onde cursei o ginásio.
Cada rua, cada casa, cada igreja, marcam a passagem do ser humano pela terra. Suas obras, construções (ou destruições), deixam retratada a história de um povo. Preservar essa história é essencial para a manutenção das raízes , e as fotos registram os tempos idos, trazendo-os para os dias de hoje.



Visitando o Acervo da Casa da Cultura de São Lourenço, - Rua Ida Lage nº 622- fiquei absolutamente maravilhada com as fotos antigas que lá encontrei.
Quanta História ! Quantas vidas, sonhos, projetos, planos, estão gravados naqueles retratos.
São Lourenço em 1917 !



O centro da cidade, em 1920, era assim ! Como seria viver naquela época ?
Bairro Estação, também em 1920. Ainda pode-se enxergar perfeitamente o relevo da região.
Vista aérea mostrando o pequeno aglomerado de construções e as suaves colinas ao redor, na década de 1930.
A atual movimentada e ocupada Rua Dr. Olavo Gomes Pinto era essa coisa linda, em 1935.
Belas construções, árvores e muito sossego.
Que saudades de um tempo que nem vivi...
Inauguração do Campo de Aviação, também em 1935.

Visitar o Acervo é viajar no tempo, conhecer nosso passado, e uma ótima oportunidade para repensar nosso futuro.