segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PRAÇA BRASIL

No dia18 de janeiro de 2008 foi inaugurada a "nova Praça Brasil", com a presença de moradores e visitantes que estavam ansiosos pela "nova novidade" de São Lourenço.A Praça Brasil, como gosto de chamar, existe desde sempre, pois é o espaço em frente ao Parque das Aguas, e caminho obrigatório para quem a ele se dirige. Não lembro quando tomou o formato de praça, mas sei que no início da década de 1970 existia lá um laguinho.

Já mais de um ano se passou da inauguração da nova Praça Brasil, e somente hoje estou escrevendo sobre ela. Talvez estivesse "dando tempo ao tempo", para acostumar-me com a mudança...
A nova praça está limpa, organizada, possui lixeiras bonitas e muitos bancos.
Também tem um belo chafariz que enfeita e refresca nos dias de calor.
A imensa espatódea, árvore de grandes flores cor de laranja continua lá, mostrando sua florada no verão.
E o "trator", que na realidade é um rolo compressor, se não estou enganada, voltou pintadinho e bonito, novinho em folha, apesar de ser idoso, pois minha filha, hoje uma senhora de 41 anos, também brincou muito nele, como essas crianças da foto atual.

"Está tudo muito bom, está tudo muito bem", mas.... eu preferia a praça antiga.
Simples, muito mais arborizada e com seu lindo quiosque antigo, a praça era mais aconchegante, com jeito de cidade do interior e um quê de saudade.

Não quero ser radical (mais do que já sou...) e estou esperando que as árvores que foram plantadas cresçam e forneçam a tão desejada sombra.
Quanto à cor...
Gostaria que acompanhasse o branco e verde já tradicional das pontes e do Parque das Águas, marca registrada de São Lourenço.

Vou continuar "dando tempo ao tempo"...
Ou eu acostumo e gosto, ou quem sabe, a praça muda novamente !

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

VALE DOS PINHEIROS - Bairro lilás

Durante essa época do ano, o tranquilo bairro Vale dos Pinheiros adquire uma bela coloração lilás, violeta, rosada e roxa, pelo grande número de quaresmeiras que exibem suas maravilhosas flores nessa tonalidade.Todos os anos fico fascinada com a beleza dessa paisagem colorida. Casas bonitas, muito verde e flores, são uma constante no Vale.
Na rua sossegada a quaresmeira mostra seu encanto.
Até onde a vista alcança, o verde está presente, dessa vez, acompanhado do gracioso poste antigo.
Bairro que une a sofisticação das casas grandiosas com o ar campestre de suas áreas verdes, o Vale dos Pinheiros é um passeio interessante para quem gosta de ver coisas bonitas, e suas
belas pousadas proporcionam uma agradável estadia em São Lourenço.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

AS CASAS QUE EU GOSTO - Edifício Pradella

Ora, direis, o que tem neste prédio antigo e castigado pelo tempo para que gostes dele ?E eu responderei: não sei !
Talvez seja a escadaria ladeada pela mureta lindamente trabalhada.
Talvez seja o belo e forte portão de ferro preso às pilastras desenhadas.
Ou talvez os ladrilhos do chão...

Quem sabe não será a originalidade das cordas de roupa estendidas entre os muros do corredor que dá acesso aos apartamentos ?
Existiriam outros edifícios semelhantes em São Lourenço ? Quem foi o construtor e por que escolheu esse estilo ? E que estilo é esse ? Qual será sua história ? Certamente era muito chic na época da sua construção.
Década de 1920?
Paredes revestidas de "pó-de-pedra"... Aberturas em arcos...

SÓ SEI QUE GOSTO DE VOCÊ, EDIFÍCIO PRADELLA !

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

JARDIM JAPONÊS

Seiscentos anos antes de Cristo, já era comum no Japão a adoração de velhas árvores, rios e pedras. É que nessa comunhão com a mãe natureza, estava implícito o respeito aos ancestrais, um dos valores mais marcantes do xintoísmo - a religião oficial da época. Os jardins japonêses tiveram sua origem nos templos, onde cumpriam o papel de representar a Natureza e a irreversibilidade das coisas. No Parque II, em São Lourenço, foi construído recentemente um Jardim Japonês, que com sua beleza plácida e suave veio enriquecer ainda mais nosso Parque das Águas.
O imponente pórtico vermelho é ligado à tradição xintoísta e assinala a entrada de um santuário.
Um Jardim Japonês é cheio de simbolismo, nada esta ali por acaso. A ponte sugere uma viagem mental através da contemplação: atravessá-la, equivale a atingir outras esferas - quase sem sair do lugar.
O bambu é outro componente obrigatório num Jardim Japonês - e carregado de uma simbologia toda especial. O fato de dobrar-se ao vento mas não quebrar, sugere um comportamento que deveria também ser adotado pelo homem: adaptação a situações adversas sem se deixar vencer.
A forma de crescimento do bambu, sempre reta e sem curvas, simboliza a retidão de princípios e a integridade desejável nos membros da sociedade.
O som do vento nas folhas do bambu, e os raios do sol por ele filtrados, são espetáculos tranquilizantes, que elevam o espírito para esferas mais altas.
A água é um elemento fundamental no Jardim Japonês. Seja formando riachos, cascatas, ou lagos, a água espelha a imagem e induz o homem a enxergar-se a si mesmo. Mas também é símbolo de purificação e seu gorgolejar suave, correndo entre as pedras , convida à reflexão.
"Passear por um Jardim Japonês é, acima de tudo, viver momentos de terna ligação com a Mãe Terra e de profunda intimidade com nossa alma".

(Baseado em texto da Revista Natureza)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

DESCOBRINDO HISTÓRIAS... - Seu Belezinha

De que é feita a história de uma cidade ? Dos grandiosos monumentos ? Das ricas construções ? Das figuras ilustres e dos filhos famosos ?
 Caminhando hoje pelo centro da cidade parei para olhar, mais uma vez, os lindos ladrilhos de uma lojinha ao lado do Hotel Londres.

Olhei a antiga cadeira de engraxate, totalmente ocupada com caixas de sapatos.
Avisei para a senhora atrás do balcão que iria fotografar o lindo piso, nem pedindo licença, confiante que estava na sua autorização.
E lá estava a cadeira me provocando... Pensei: vou fotografar mesmo assim, cheia de caixas de sapatos !

Ao perceber minha intenção a Cida, prontamente, começou a retirar a caixaria, colocando-as em cima do balcão e ainda aceitou posar para mim. Coisas de cidade do interior, onde as pessoas mantém essa gentileza cativante.

Conversa vai, conversa vem, fiquei sabendo que a Sapataria Rápida, existe há mais de 60 anos! E também lembrei que um dia, no longínquo ano de 1954, eu fui lá pegar um sapato que minha mãe deixou consertando, enquanto passávamos férias no Grande Hotel.

Aproveitei para fotografar a foto do Seu Belezinha, pai da Cida, e atualmente com 81 anos, em pleno trabalho artesanal. Certamente ele criou os filhos com seu ofício de sapateiro.

Quantos moradores e turistas devem ter sido atendidos por ele ao longo de toda uma vida...

A história de uma cidade também é feita através de pessoas comuns, que com seu trabalho digno e honrado mantêm os costumes e a tradição de um povo.


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Avisei para a Cida quando a postagem ficou pronta e, tempos depois ela me contou que o pai viu, gostou e ficou emocionado. E eu muito mais...
Algum tempo depois o Seu Belezinha faleceu...
Como foi gratificante para mim ter feito essa simples homenagem no meu quase desconhecido blog, e o homenageado a ter recebido !
São essas coisas que compensam o trabalho de blogueira...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

CINEMAS X PROGRESSO

"Mas dizem que tudo evolui, e que eu já não sou mais quem fui...", assim diz a letra de uma canção antiga, e neste "evoluir" vamos deixando para trás tanta coisa boa, tantos lugares históricos, tantas lembranças de vidas...

Nos tempos idos São Lourenço chegou a possuir 3 cinemas.
O VOGUE, recentemente transformado em já-não-sei-mais-o-que, embalou meus sonhos de adolescente em românticos filmes de amor. Ir ao cinema era um excelente programa para os turistas em férias na cidade, nos dias em que não havia um baile ou apresentação de mágicos ou músicos nos hotéis.
O SÃO LOURENÇO, depois transformado em pista de boliche, onde muitas vezes fui testar minha péssima exibição esportiva, era mais antigo, e nele assisti ótimos filmes, ainda em menina.
As fotos exibem a bela decoração das paredes e o espaço no fundo onde ficava a tela do Cine ODEON.
Hoje lá funciona um supermercado e, felizmente, conservaram a decoração original.
Segundo informações, esse cinema resistiu até os anos 60, quando foi desativado, talvez devido à construção do cine Vogue.
São apenas deduções, pois não conheço a história dos cinemas em São Lourenço, apenas lembro com carinho das vezes que, apaixonada pela sétima arte, deliciava-me assistindo belos filmes, como por exemplo "O barco das Ilusões", um ótimo musical da década de 1950.
Gostaria de conhecer um pouco mais sobre os cinemas da cidade...

Velhos tempos, belos dias...

domingo, 21 de dezembro de 2008

ROSAS, ROSAS, ROSAS...

- "Olha que rosas lindas !" -"Parecem artificiais !" Assim brincávamos, na década de 1960 falando das enormes e belas rosas que existiam na imponente casa da Av. Getúlio Vargas. Todos os dias elas eram admiradas por nós, durante nosso percurso rumo ao Parque das Águas, durante as deliciosas férias de verão.
Casas foram derrubadas, jardins diminuídos, todavia as magníficas rosas da Getúlio Vargas continuam por lá.
Felizmente ainda podemos observar roseiras nos jardins, ao bisbilhotar por sobre muros e frestas, principalmente nos bairros.
Aqui são as pequenas rosas cor-de-rosa - presentes também nos jardins da Prefeitura - que colorem a bela casa antiga.
Outra casa, no centro da cidade, que possui em belo jardim florido de rosas em vários tons.
Na Pousada Santo Antonio, no bairro da Estação, as rosinhas coloridas enfeitam o canteiro da calçada, dando graça e beleza ao já lindo bairro antigo.
Parabéns aos proprietários que também mantém jardineiras, floridas com gerânios, sob as janelas de todos os quartos.



Minha mãe que, assim como eu, sempre amou as flores ficava triste por não conseguir ter rosas
no Rio de Janeiro.


Mas aqui em São Lourenço, na nossa simples casa de férias, também na Getúlio Vargas, pode deliciar-se com rosas de todos os tipos e cores. Nossa casa era um verdadeiro roseiral ! A perfumadíssima rosa-chá ficava logo ao lado da calçadinha. Encobrindo a varanda uma "rede" de rosinha- trepadeira quase escondia as janelas dos quartos.
Aqui estão meus pais admirando seu jardim.

Pena que a casa, que foi vendida na década de 1970, não possua mais tantas flores e árvores...